Uma mídia da multidão (parte final)

By emvogas

Conclusão

Por fim, à guiza de conclusão, vale fazer um exercício imaginativo em relação ao futuro da rede. Reafirmamos as perspectivas promissoras que nos abre esse novo espaço para os processos comunicacionais, essa nova arena em que se travam as interações humanas.

Uma derradeira vez, vamos citar o teórico espanhol que norteou esta nossa pesquisa. Afirma Castells:

 A arquitetura da rede é, e continuará sendo, aberta sob o ponto de vista tecnológico, possibilitando amplo acesso público e limitando seriamente restrições governamentais ou comerciais a esse acesso, embora a desigualdade social se manifeste de maneira poderosa no domínio eletrônico.

Embora entusiasmado com o avanço da Internet, ele nos apresenta uma importante ressalva, recordando-nos da importância de expandirmos em nível mundial, para todos os povos do planeta, o acesso à Internet. Esta ainda se encontra extremamente limitada aos chamados países centrais do ponto de vista econômico e tecnológico, ao passo que, nos países periféricos, tais como o Brasil, permanece restrita às elites locais. Vale sublinhar que programas de inclusão e alfabetização digital vêm se revelando uma boa alternativa para minimizar esse desequilíbrio, conquanto avancem todos de maneira muito lenta.

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Finalmente, para encerrar estas reflexões, demarcamos o que talvez seja aquele ponto-chave que justamente nos permite discernir uma mídia de massa (como a TV) de uma mídia como a Internet, construída pela multidão, que absorve e contém nela mesma a idéia de multidão, que traz, intrínseca a ela, a própria essência da multidão.

Diferentemente da mídia de massa da Galáxia de McLuhan, [as redes eletrônicas] têm propriedades de interatividade e individualização tecnológica e culturalmente embutidas.

Bibliografia:

CASTELLS, Manuel, A Sociedade em Rede na Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura – volume 1, São Paulo, Paz e Terra, 1999, pp 353-398;

LEVY, Pierre, Cibercultura, São Paulo, Editora 34, 1999, PP 123-131.

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